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Obra da Orla do Quinze será retomada em Rio Branco 6 meses após fim de contrato com construtora

Modelo de como deve ficar a orla do bairro Quinze que segue com previsão de entrega para o final do ano Projeto gráfico A obra de contenção e urbanização...

Obra da Orla do Quinze será retomada em Rio Branco 6 meses após fim de contrato com construtora
Obra da Orla do Quinze será retomada em Rio Branco 6 meses após fim de contrato com construtora (Foto: Reprodução)

Modelo de como deve ficar a orla do bairro Quinze que segue com previsão de entrega para o final do ano Projeto gráfico A obra de contenção e urbanização da Orla do Quinze, em Rio Branco, vai ser retomada seis meses após o fim do contrato com a construtora Maximus em novembro do ano passado. Com investimento superior a R$ 21 milhões, o serviço será retomado com o fim do inverno. A ordem de serviço para a retomada da obra foi assinada nessa segunda-feira (18) pela governadora Mailza Assis (PP) e será tocada pela construtora JC Engenharia. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao todo, a orla terá 372 metros de extensão e irá começar na rua Boulevard Augusto Monteiro e terminar na rua Milton Cunha, em frente à Gameleira. Além de modernizar o marco zero da capital, a intervenção também busca estabilizar a encosta e conter processos erosivos às margens do Rio Acre. A erosão no local ocorre desde 2015, ano em que o Rio Acre registrou uma cheia histórica na capital. Desde então, moradores do bairro Quinze temem que erosão leve mais casas e comércios, visto que algumas pessoas tiveram que sair, devido ao risco de continuar morando as margens do manancial. Após atrasos, governo rescindiu contrato com empresa responsável pela obra da orla do 15 LEIA MAIS: Com recursos de mais de R$ 21 milhões, governo lança edital de licitação para construção da orla no bairro Quinze Moradores do bairro são contra a construção da orla do Quinze e MP-AC abre procedimento para acompanhar Moradores de Rio Branco temem que erosão leve casas e comércios no bairro Quinze Em fevereiro de 2023, o governo do estado determinou em caráter de urgência, a desocupação de imóveis que ficavam no Calçadão Raimundo Escócio, no Primeiro Distrito de Rio Branco, e também da orla do bairro Quinze, no Segundo Distrito, para reformas e demais intervenções. Ainda segundo o projeto arquitetônico da orla, deve ser construído um museu tecnológico, além de quatro quiosques, duas Praças da Saudade, 42 bancos, três paradas de ônibus, áreas verdes e um mirante com vista para o rio. A expectativa é de que os serviços sejam concluídos até o final de 2026. A Orla do Quinze também terá um porto com plataforma para atracagem, como de forma de facilitar o acesso de ribeirinhos ao centro da cidade. Em maio de 2022, o governo abriu a licitação na modalidade concorrência para o início das obras, que foi licitada para a Construtora Maximus. Conforme o governo do estado, a medida foi viabilizada por meio de um convênio entre a gestão estadual e o governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que custeou parte o valor da obra. Ainda durante a solenidade desta segunda, a governadora ainda assinou a retomada de obras que devem ser executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rio Branco e Sena Madureira. Atrasos O fim do contrato com a empresa foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) em 7 de novembro. Na publicação, o governo afirmou que a rescisão que foi feita de forma unilateral e que teria as possíveis penalidades previstas no contrato avaliadas depois, em um processo administrativo próprio. À época, o g1 entrou em contato com José Amaro Vieira Filho, proprietário da construtora Maximus, que negou ter descumprido o contrato e atribuiu à Seop o atraso nos pagamentos. "Em nada do que se está noticiando pode se considerar verdade. Palavras podem ser manipuladas em qualquer tipo de papel. A Construtora Maximus Ltda, cumpriu rigorosamente o contrato, quem não o fez foi a contratante. Muitos credores ficaram sem receber os pagamentos da contratada", disse. Segundo o secretário de Obras Públicas, Ítalo Lopes à época, apesar do fim do contrato, isso não deve impactar na conclusão dos serviços. A Seop ainda informou que como a empresa não quis devolver os materiais comprados com dinheiro público, pediu ajuda à Justiça para proteger os bens do estado. Em outubro de 2022, o promotor de Justiça do Ministério Público do Acre, Alekine Lopes dos Santos, assinou um procedimento preparatório para acompanhar a obra por possíveis irregularidades apontadas pelos moradores da região. VÍDEOS: g1